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A Páscoa do Francisco

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12 abril de 20 – A Páscoa do Francisco   Quisemos viver esta Páscoa como se o vírus não existisse. Quisemos ignorar que estávamos confinadas, que, já tinham falecido mais de 112 mil pessoas. Quisemos ignorar que à nossa volta o mundo se debate, resiste e que os profissionais de saúde dos diferentes continentes, medem forças com um inimigo invisível, poderosos, soberano, impiedoso. Confinadas com uma criança de oito anos, quisemos viver a Páscoa como sempre se viveu em família, para podermos ouvir no decurso do dia: “esta é a melhor Páscoa de sempre”, como diz o Francisco quando algo lhe agrada muito. De véspera preparámos o que seria, para uma criança de 8 anos, a parte importante da Páscoa: a caça aos ovos, a caça ao tesouro. Com a ajuda do Francisco, fizemos um bolo e um folar. Durante 3 dias fiz várias “excursões” aos supermercados à nossa vo...
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Começar o dia - 24 março de 20 Começamos sempre o dia com o exercício físico. Com o Francisco, rivalizamos nas vezes que saltamos à corda sem perder e todos os dias tentámos superar e ultrapassarmo-nos um ao outro: o meu máximo 65 o dele 110. Está a fazer progressos. Nem sempre é fácil tirá-lo de frente da televisão e da consola, quando não tem que fazer os trabalhos enviados por e-mail. Hoje, virados para a bela paisagem que nos oferece o jardim, ele quis fazer de professor de ginástica   Com as pantufas a fazerem de peso e exercicios em posições de tartaruga, treinámos o corpo para mais um dia em casa. Decorreram pouco mais de 7 dias e espero que todos se estejam a adaptar a este modo de estar e que aproveitem estes dias para vivê-los de modo diferente.  Diferentedo  que normalmente fazemos em casa. Que não estejamos contrariados, evitemos estar deprimidos e de mau...
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Como sobrevivemos Sábado, 21 de Março – 5º dia Hoje acordei com a Mariza Monte a cantar um samba muito animado e uma letra apropriada: Hoje eu não saio não! Hoje eu vou ficar em casa, meu bem Eu quero ver televisão Não troco meu sofá por nada meu bem Hoje eu não saio não! Não quero ver a multidão …. Neste novo modo de comunicarmos, via WhatsApp, esta canção serviu-me de mote para animar o meu começo de dia. Ao som do samba, saltámos à corda, fizemos alongamentos, GAP, pilates. Não somos só nós que damos aulas em videoconferência, o Solinca resolveu fazer o mesmo. E estar em casa inativo, não me apraz. Consegui convencer a Samy e o Francisco, meu companheiro de exercício físico, estava maravilhado. Isto queremos evitar no final da quarentena. Podemos ficar tesos, já que não se esperam bons resultados para a economia, mas gordos e malucos tentaremos evitar. FIQUE EM CASA, ouvimos constantemente. Nesta nossa reclusão… reclusão? Não, não estamos reclusos, e...